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SIMTEC: Dedini e Fapesp fazem primeira chamada de projetos PDF Print E-mail

Foi assinada, no ano passado, parceria que destina R$ 100 milhões para pesquisas de produção de etanol

 

Piracicaba, 1º/07/08 – A Dedini S/A Indústrias de Base e a Fapesp (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) divulgam no próximo dia 3 de julho a primeira chamada de propostas para o convênio de apoio à pesquisa sobre processos industriais para a fabricação de etanol de cana-de-açúcar.
O convênio entre as duas instituições foi assinado durante o Simtec 2007, em julho do ano passado. Válido por cinco anos, o acordo terá aporte financeiro de R$ 100 milhões, dos quais R$ 50 milhões serão desembolsados pela Fapesp e R$ 50 milhões pela Dedini. O convênio apóia projetos cooperativos a serem estabelecidos entre pesquisadores da Dedini e de universidades e instituições de pesquisa, públicas ou privadas, no estado de São Paulo. Essa é maior parceria já firmada entre a Fapesp e uma empresa privada.

Chamada de propostas
Na primeira chamada os recursos serão destinados exclusivamente às propostas que forem selecionados pela Fapesp e pela Dedini, com a participação do Comitê Gestor da Cooperação. De acordo com José Luiz Olivério, vice-presidente de tecnologia e desenvolvimento da Dedini, a chamada será dividida em duas frentes, uma de melhoria nos processos tradicionais e outra direcionada ao chamado etanol de segunda geração, produzida através da celulose do bagaço da cana. “Nesta etapa, serão aplicados cerca de R$ 20 milhões. Acreditamos que será suficiente para muitos projetos nessas áreas, já que se trata de uma chamada ampla e abrangente”, disse Olivério.
A previsão é que sejam fomentados projetos em: aperfeiçoamento de tecnologias em uso na planta de demonstração de hidrólise ácida da empresa, ou bem como o desenvolvimento de inovações nessas tecnologias; produção de energia a partir de subprodutos de cana-de-açúcar; formas de reduzir o consumo de energia durante o processo industrial; e formas de aumentar a eficiência dos processos de destilação e fermentação.
Segundo Olivério, um dos focos será desenvolver métodos de produção de etanol a partir de celulose tanto no processo de hidrólise ácida quanto enzimática. “Já temos a tecnologia, mas precisamos desenvolvê-la de forma competitiva.”
O convênio permitirá que pesquisadores das universidades e empresas trabalhem cooperativamente. “A base é que o trabalho se
desenvolva na universidade com participação do departamento de pesquisa da empresa. Mas, se houver projetos que necessitem da construção de protótipo, provavelmente os pesquisadores da universidade virão para a usina”, afirmou Olivério.